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O QUE TEMOS PARA OS JOVENS DA PERIFERIA?

O Brasil ainda não esqueceu da morte da menina Agatha Félix, de apenas 8 anos, ocorrida no Rio de Janeiro em setembro de 2019, episódio agravado pela tentativa, por parte de policiais, de retirarem do Hospital onde a menina fora atendida a bala que a matou, possivelmente para impedir a realização de perícia, conforme amplamente noticiado por órgãos conceituados da imprensa nacional. Agatha não é um caso isolado. Só em 2019 outras 4 crianças foram mortas por balas perdidas no Rio de Janeiro onde, segundo a ONG Rio de Paz, nos últimos 12 anos, 57 crianças morreram em decorrência de disparos de armas de fogo somente naquele Estado. A morte de crianças é, talvez, a face mais comovedora desta matança, mas não a única. O assassinato de jovens da periferia, quando inclui adolescentes (entre 12 e 18 anos) e adultos jovens assume a feição de um verdadeiro genocídio, que choca e ultraja qualquer sentimento de humanidade e civilização, pela expressividade de seus números, constituindo-...