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AS COMEMORAÇÕES DO GOLPE DE 1964 E O FUTURO DO BRASIL

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A nação brasileira teve, na semana passada, a inusitada notícia de que, por determinação do atual Presidente da República, o Ministério da Defesa - e portanto, as forças armadas - deveriam voltar a comemorar a data de 31 de março de 1964, quando foi desencadeado o golpe militar que derrubou o governo do então presidente João Goulart e instalou no Brasil uma ditadura que duraria por 21 anos. A comemoração do golpe, que já foi chamado de Revolução de 1964, havia sido excluída do calendário oficial de comemorações das forças armadas, e do Estado brasileiro, por ordem da Presidente Dilma Rousseff, no ano de 2011. O retorno das comemorações determinado por Bolsonaro, que chegou a ser suspenso por meio de uma decisão liminar de uma Juíza da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, deferida a requerimento da Advocacia Pública da União, acabou sendo posteriormente autorizado em virtude da decisão de uma Desembargadora da Justiça Federal. A comemoração do golpe de 1964 ainda é ...

O SEMEADOR DE ÓDIO

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Com a campanha eleitoral para a Presidência da República ocorrida em 2018, na qual se elegeu o então candidato Jair Bolsonaro, tornou-se muito mais visível a sistemática e desumana conduta de enaltecer e espalhar o ódio, nas mais diversas formas, locais e grupos, que foi usada como estratégia para obtenção da vitória pelo candidato e pelo grupo que o apoiou naquele pleito. Ódio contra mulheres. Ódio contra pessoas de esquerda. Ódio contra gays e lésbicas. Ódio contra indígenas. Ódio contra pobres. Ódio contra negros. Ódio contra analfabetos. Ódio contra nordestinos. A tempestade de ódio parece não ter fim, nem limites. Para os que esperavam que a razão, ou ao menos a dissimulação, trouxessem um ambiente de paz após a campanha e a posse do atual Presidente, a realidade mostrou-se de forma oposta: na Presidência, as manifestações mais abjetas e vulgares continuaram sem tréguas, apesar do enorme esforço de assessores e grupos palacianos para filtrar ou minorar os efeitos das...

A PRISÃO DE TEMER E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

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Tenho visto o entusiasmo exacerbado, quase orgásmico, com que grande parte dos brasileiros recebeu a notícia da prisão do ex-presidente Michel Temer, ocorrida em 21/03/2019, transmitida com grande estardalhaço de cobertura midiática. Para parte expressiva dos brasileiros esta prisão é recebida com sabor de vingança pessoal, com uma sensação de gozo íntimo que, se por um lado é compreensível, ante os malefícios político-administrativos que Temer perpetrou quando se encontrava na Presidência, por outro lado nada tem haver com um desejo sincero de apuração de fatos, delimitação dos eventuais crimes e imposição de uma pena justa, após um julgamento no qual o acusado possa exercer plenamente seu direito de defesa, de forma a termos uma sentença que esteja de acordo com a Lei e com a Justiça. Não é isso o que as pessoas demonstram desejar. Elas, simplesmente, parecem querer vingança, pouco importando todos os aspectos anteriormente citados. Em seu frenesi vingativo, no qual o fígad...

A IMBECILIDADE É INCOMPATÍVEL COM O PROGRESSO

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Estes últimos tempos de vivência no Brasil nos têm proporcionados lições duras, ácidas, porém preciosíssimas, que convém, a bem de nós mesmos, aprendermos definitivamente, aplicando-as em nossas vidas, para não andarmos de marcha à ré. Uma delas é o altíssimo custo que a imbecilidade, tanto individual como coletiva, está trazendo e trará para cada um de nós, se não for combatida, debelada, ultrapassada. Vimos o ideólogo de extrema direita Olavo de Carvalho e setores ligados a grupos religiosos indicarem, ente muitos outros, alguns nomes desastroso s para compor o Primeiro Escalão da Administração Pública Federal, que iniciaram suas gestões juntamente com o Presidente Bolsonaro, em 1º de janeiro de 2019. Vejamos: - Damares Alves, Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que após pavimentar sua ascensão com manifestações tais como aquela em que diz que conversou pessoalmente com Jesus em cima de uma goiabeira continua, como Ministra, se atribuindo mestrados ...